STF USOU REDES SOCIAIS PARA PRENDER MANIFESTANTES
Novos documentos revelam que o ministro Alexandre de Moraes montou uma força-tarefa secreta que usou postagens em redes sociais como base para prender manifestantes não violentos do 8 de janeiro. As prisões ocorreram mesmo sem provas de participação em atos violentos, e advogados tiveram acesso negado às evidências. As ações levantam denúncias de abuso de poder e perseguição política.
Novos vazamentos dos chamados Arquivos de 8 de Janeiro revelam que o Supremo Tribunal Federal, sob liderança do ministro Alexandre de Moraes, utilizou métodos questionáveis e ilegais para prender manifestantes pró-Bolsonaro após os eventos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
De acordo com os documentos, uma força-tarefa secreta foi criada por Moraes para monitorar e investigar pessoas por meio de postagens em redes sociais. Os registros mostram que:
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As prisões foram baseadas em publicações online, mesmo de pessoas que não participaram de atos violentos;
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A equipe usava um grupo secreto no WhatsApp para produzir "certidões de inteligência" sem respaldo legal;
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Advogados dos réus não tiveram acesso às provas utilizadas contra seus clientes;
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Muitos manifestantes foram mantidos presos preventivamente enquanto suas redes sociais eram vasculhadas;
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Um banco de dados biométrico foi usado sem autorização para identificar os envolvidos.
A revelação aprofunda a crise institucional e reforça as acusações de que o processo envolvendo os atos do 8 de janeiro foi politizado. Para críticos, Moraes atuou em favor dos interesses do presidente Lula e violou direitos fundamentais ao criminalizar o discurso político, tratando os manifestantes como "terroristas" sem uma base legal concreta.
Esses abusos estariam fortalecendo a tese de que o STF usou os acontecimentos de janeiro para construir uma narrativa de golpe e justificar ações judiciais contra Jair Bolsonaro.





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